Casas de Steven Holl

Holl vinheta

Silvio Colin

Steven Holl é dos poucos arquitetos da atualidade que eleva suas obras à categoria de arte, descartando qualquer solução simplista ou espontânea. È uma obra ampla e multifacetada, resistente a qualquer simplificação. Tomamos aqui contato com esta através de algumas casas, o que, se significa muito pouco em relação aos seus edifícios de maior porte, nos mostra uma constante, o sentimento de que estamos sempre diante de algo arrebatador e imprevisível. Sua arquitetura é uma viagem de ida e volta do abstrato para o concreto,  sendo o segundo termo representado pela memória do lugar, pelas condições materiais, pela estrutura, pelo programa, e o primeiro termo pelas idéias que se constituem o ponto de ataque ao projeto, algumas delas completamente alheias ao determinismo funcional, e pela metodologia, resistente a qualquer redução simplista.

Casa da Embaixada da Suiça.Washington D.C., 2001-2006.

Não se pode dizer apenas que se trata de quebrar regras. Melhor seria dizer que estamos em um plano de atuação em que as regras simplesmente não existem, ou, se existem e quando existem, desfrutam de uma existência fluída e provisória. Muitas vezes, suas casas aparecem como objetos estranhos, nos quais as condições naturais, sobretudo a luz, em suas variações no tempo, desempenha um papel preponderante.

Sua obra sempre parte do conceitual, seja através de referências poéticas, observações do contexto imediato, ou da acentuação de algum detalhe relevante do cliente ou do programa, e se desenvolve pela via do experimentalismo, no qual os métodos tradicionais são ora aceitos, ora descartados, e muitas vezes transformados e adaptados. Neste ponto, a distorção anamórfica representa um importante papel no processo projetual.

Casa Stretto

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Texas, 1989-1991. Área 734 m2

Localizado próximo a três lagoas com barragens existentes, a casa reproduz o caráter do sitio através de uma série barreiras espaciais de concreto, com o espaço aquoso fluindo através deles por meio de uma trama metalica. Derramando-se sobre as barragens, como a sobreposição stretto na música, a água reflete a paisagem exterior e os espaços de sobreposição internos. A Música para Cordas Percussão e Celeste de Bartok, tem uma materialidade em instrumentação que se assemelha ao trato da arquitetura da luz e espaço. Formado em quatro seções, o edifício é constituído por dois materiais: de alvenaria ortogonais pesadas e molduras metálicas leves e curvilíneas. A casa principal é o espaço aquoso: os planos do piso chão ligam um espaço ao outro, os planos do telhado conduzem o espaço sobre muros e uma parede em arco traz a luz de uma clarabóia. Os materiais, concreto lançado in loco, vidro moldado em formas fluidas, vidro estampado e terrazzo liquido. (Texto de apresentação do projeto. www.stevenholl.com)

Stretto perspectiva

Perspectiva explodida do esquema construtivo

Stetto Vistas

Stretto Holl plantas

Planta Baixas

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CASA Y

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Catskills, Nova Iorque, 1997-1999. Área 325 m²

Uma arquitetura que é simultâneamente destacada da paisagem e arraigada nela. (INTERNI, 2000)

Em uma colina em um distrito remoto das Montanhas Catskill, a Casa Y sobe o morro, dividindo-se para formar dois braços,que terminam em varandas. O Y corta uma fatia de céu e chama o sol para o coração da casa. Como uma vara bifurcada encontrada pelo caminho, o Y faz uma marca primitiva em um vasto sítio.  A geometria propicia um corte entre o público/privado e o diurno/noturno, com quartos embaixo e estar em cima. Os grandes espaços da parede para acomodar uma coleção de arte contemporânea é equilibrado, com janelas enquadrando a bela paisagem. Varandas profundas voltadas quase para o sul, atuam como dispositivos solares passivos, permitindo que o sol de inverno penetre nos interiores, e excluindo o sol quente do verão. Estruturas de aço e teto são de óxido de ferro vermelho, o os paramentos são de cedro pintado, enquanto os interiores são brancos, com chão de cinzento.(Texto de apresentação do projeto. www.stevenholl.com)

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CASA DE UM COLECIONADOR DE CRAVOS

NAIL COLLECTOR’S HOUSE

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Essex, Nova Iorque, 2001-2004.Área 111 m²

Uma metáfora, que pode vir da literatura, da ciência ou do mito, dispara o procedimento projetual, tranformando-se em arquitetura sensitiva.(Abitare 468. Janeiro 2007)

Com vista sobre a vastidão do lago Champlain, na cidade oitocentista de Essex, estdo de Nova Iorque, esta casa de 111 m² para um escritor é situado na área de uma antiga fábrica de cravos. O proprietário tem uma coleção de cravos de cabeça quadrada do século XIX recolhidas ao longo dos anos neste local. Janelas correspondem aos 24 capítulos da Odisséia de Homero e estão organizados para projetar “dedos de luz” * para o volume interior. A parede nordeste tem 14 janelas, a paredes sudeste e sudoeste têm 5 janelas, enquanto a parede noroeste é cega. O interior amplamente aberto ascende no sentido anti-horário por uma série de espaços perfurados pela luz das janelas. A “proa” apontando em direção a Lake Champlain completa esta espiral ascendente de espaço.(Texto de apresentação do projeto. www.stevenholl.com)

*Referencia ao poema ”The fingers of the light” da poetiza americana oitocentista Emily Dickinson.

Nail Collectors House Plantas Baixas

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Steven Holl [Nail Collector's House] 05x

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CASA TURBULÊNCIA

TURBULENCE HOUSE
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Novo México, 2001-2005

É um edifício que, por um lado anuncia o uso da tecnologia mais avançada e, por outro lado, aparentemente celebra o prazer de elementos como luz e do vasto horizonte. Domus 884, Yehuda Safran, September 2005

Adjacente a casas de adobe construídas pelo artista Richard Tuttle, esta construção fica no topo de uma pequena mesa do deserto. Foi concebida como a ponta de um iceberg, indicando uma massa muito maior abaixo. A forma permite que o vento sopre turbulento através do seu centro. A pele em paineis e sua estrutura em costelas de alumínio são digitalmente pré-fabricadas em Kansas City, em seguida, aparafusados ​​no local. Um total de 31 painéis de metal, cada um com uma forma única são fabricados para formar a concha da casa. O fabricante dea estrutura metalica utiliza processo digital combinado com artesanato para produzir formas intrincadas. Por meio da lógica paramétrica, os materiais podem ser convertidos em conjuntos projetados com precisão.(Texto de apresentação do projeto. www.stevenholl.com)

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Turbulence House Turbulence H Plan S Holl - Cópia

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CASA DAS FATIAS DE SOL

SUN SLICE HOUSE

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Esta casa de fim de semana no Lago Garda foi projetada para um proprietário de uma empresa de iluminação italiano e sua família. Organiza-se para emoldurar fatias de luz solar. Como a profissão do proprietário gira em torno da luz artificial, fatias de luz natural e sua mudança no espaço ao longo do dia e do ano é o tema da casa. Enquanto a maioria das elevações são retângulos simples estrategicamente fatiados e cortados para possibilitar o jogo de luz interior, a fachada norte é é toda envidraçada, com vista para o Lago Garda. A fim de enfatizar as curvas e mudanças nas faixas de sol, volumes cúbicos simples formam a geometria básica da construção. Estes são frouxamente articulados em uma geometria topológica semelhante a uma folha, que também inscrevem áreas protegidas do vento, em ambos os lados da casa. Mudanças de estação e clima permitem oportunidades diferentes de uso para os pátio.
Os perfis estruturais de aço e a estrutura de concreto são revestidas com uma pele feita com uma liga de aço, cobre, cromo e níquel, que, com a exposição ao tempo, adquire uma cor de couro vermelho. Os interiores são de reboco branco, com chão de mosaico no nível do solo, enquanto o segundo pavimento é recoberto com soalhos de bambu. A ventilação natural, o aquecimento e resfriamento geotérmico são parte do plano de energia. (Texto de apresentação do projeto. www.stevenholl.com)

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Sun Slice  Plantas

Sun Slice - Interior

Sun Slice Corte

sun-slice-home-Detalhes

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CASA E GALERIA DAEYANG

Maquete eletronica
Seul, Coreia, 2008-2011. 536 M2 . Em construção.

Esta galeria privada e residência está situada nas colinas do distrito Kangbuk, em Seul, Coréia. O projeto foi concebido como uma experiência paralela a um estúdio de pesquisa sobre “a arquitetura da música”. A geometria básica do edifício é inspiradas em um desenho de 1967 para uma partitura do compositor Istvan Anhalt, “Symphony of Modules”, descoberto em um livro de John Cage intitulado “Anotações”.
Três pavilhões: um para a entrada da galeria, uma residência e uma casa de hóspedes, aparecem no nível superior e a galeria contínua esta no pavimento interior. Uma lâmina d’água estabelece o plano de referência a partir de cima.

MaqueteMaquete

A idéia de espaço como silêncio a ser ativado pela luz é realizado pelo corte de 55 clarabóias em fita no teto dos três pavilhões. Em cada um dos pavilhões, 5 tiras de vidro transparente permitem que a luz do sol deslizem em torno dos espaço sinteriores, animando-os de acordo com a hora do dia e da estação. As proporções são organizadas em torno da série 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55.
Vistos de dentro, os pavilhões estão enquadrados pelo reflexo da piscina, a qual está circundada por jardins quedesenvolvem-se perpendicularmente às tiras de clarabóia. Na base do espelho d’água, tiras de vidro trazem a fitas de luz dappled às paredes de gesso branco e piso de granito branco da galeria abaixo.

Vista 1

Os visitantes chegam através de um muro de bambu no pátio de entrada, após a abertura da porta da frente e subindo uma escada baixa. Ele ou ela pode voltar-se para ver o espelho d’água central, ao nível dos olhos e apreender todo o conjunto dos três pavilhões flutuando sobre suas próprias reflexões.
O interior dos pavilhões é vermelho, com bambu tingido de carvão,  com o teto também de bambu. As paredes exteriores são uma pele de painéis de bronze com tratamento especial que envelhece naturalmente pela ação de agentes climáticos.

Daeyang Planta subsolo

Galeria 3

aquarelas 2

Aquarelas

Aquarelas do arquiteto

Daeyang Construção

Fotos da construção

Aviso

Uma resposta para “Casas de Steven Holl

  1. Maria de Lourdes Rocha Lima Nunes

    Adorei.

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