Arquivo da categoria: Arquitetura orgânica

O Pensamento Fraco em Arquitetura II

Vinheta PF 2

MONUMENTO

A posição antimonumento do Movimento Moderno justificava-se por ser o monumento uma prática da arquitetura do passado, tanto imediato como remoto, uma prática vitoriana que urgia substituir. Além disso, próprio nome “moderno” já traz, em si, o sentido do último, do mais recente, ao qual nada sucederia. Havia um sentimento de que era necessário romper com o passado. Os argumentos eram políticos, estilísticos, econômicos e retóricos.

Toda a arquitetura da modernidade, anterior ao século XX, fora construída sob o signo da ordem aristocrática ou burguesa, para exercer ou manifestar o seu poder. A arquitetura monumental não apenas representava este estado de coisas, como ajudava a mantê-lo. Os estilos, “qual plumas na cabeça de uma mulher” [1], no dizer de Le Corbusier, não tinha mais razão de ser. Por outro lado, a crescente urbanização trouxe para a arquitetura o tema da economia, não somente de recursos, mas também de “energia” psíquica, como diria Adolf Loos, de espaço, de formas. Le Corbusier argumentava que “Não temos mais dinheiro para construir monumentos históricos” [2]

Monumento a Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht.Cor Mies . Berlim, 1926. Continuar lendo

Agro-habitação

  Agro-Habitação e Sustentabilidade

Sobre um artigo publicado em www.archdaily.com.

Edição e comentários Silvio Colin

Agro-Housing 1

 A Agro-Habitação foi o projeto vencedor da versão 2007 do Concurso para Habitação Sustentável promovido pela Living Steel para a China. Parte edifício de habitação, parte estufa, a proposta prevê  para os moradores da cidade a possibilidade de ter uma experiência de agricultor. Uma combinação de amenidades rurais e facilidades urbanas, a proposta é um partido original sobre a dualidade campo-cidade. Não deixa de ser um olhar inovativo sobre a urbanidade sustentável.

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Prairie Houses

Prairie Vinheta

Prairie Houses

Diferentemente do que o nome pode sugerir, não se trata de casas rurais (Prairie Houses que dizer “casas da pradaria”) mas de casas urbanas nos subúrbios de diversas cidades nos estados de Wisconsin [Spring Green] e Illinois [Chicago]. O nome reflete a característica de sua implantação horizontal em grande área plana. Nos dez primeiros anos do século XX, Frank Lloyd Wright construiu mais de cem Prairie Houses. Eram casas  para famílias abastadas, situadas em áreas verdes, funcionais, com uma articulação volumétrica e uma sintaxe espacial muito próprias. Geralmente com partido em cruz ou duplo “T”, envolvendo a lareira – centro de força e ponto de cruzamento dos eixos imaginários. As áreas se sucedem de acordo com sua conveniência recíproca. Apresentavam lajes com grandes balanços e telhados pouco inclinados, e longos renques de janelas em seqüência.

Coonley House - Cópia

Avery Coonley House. Riverside. Chicago. 1907-8 Continuar lendo

Materiais verdes

Silvio Colin

O conceito de construção sustentável incorpora e integra uma variedade de estratégias durante a concepção, construção e operação de projetos arquitetônicos. Chamamos materiais e produtos verdes aqueles que são compatíveis com esta atitude.  O uso destes materiais representa uma atitude importante no projeto de um edifício, pois oferecem muitos benefícios para o proprietário e ocupantes do edifício, quais sejam: custos de manutenção e substituição reduzidos, quando relacionados com a vida do edifício; conservação de energia, preservação da saúde dos ocupantes, redução de custos associados com a alteração de configurações espaciais, maior flexibilidade de design.

Coletor com painel solar fotovoltaico. Imagem <www.buildingwithawareness.com> Continuar lendo

Bruce Goff

Silvio Colin

A beleza explode quando é necessário; o artista a sente por dentro. E nenhum desalento pode detê-lo. (Bruce Goff)

Quase um desconhecido dos estudantes brasileiros, Goff é uma das maiores expressões da arquitetura romântica americana, utilizando-se sempre de materiais alternativos e formas inusitadas para expressar a sua explosiva criatividade.

Bruce Alonzo Goff nasceu em Alton, Kansas, 08 de junho de 1904. Foi uma criança prodígio. Com doze anos, foi aprendiz na firma Rush, Rush e Endacott de Tulsa, Oklahoma, e tornou-se sócio da empresa em 1930. Ele é autor, juntamente com sua professora de arte Adah Robinson, do projeto da Igreja Metodista Episcopal de Tulsa, na Boston Avenue, um dos melhores exemplos da arquitetura Art Déco nos Estados Unidos.
Igreja Metodista Episcopal de Tulsa. 1927-9. Adah Robinson e Bruce Goff. Imagem http://imaginativeamerica.com Continuar lendo