Arquivo da tag: Filosofia da arquitetura

O pensamento fraco na arquitetura III

Vinheta - Copia

 

SUSTENTABILIDADE

Toda a discussão atual sobre a sustentabilidade, que envolve também a arquitetura, pode ser colocada relacionando a oposição entre o Pensamento Forte e Pensamento Fraco. O primeiro, reflexo do pensamento iluminista,  reproduz tardiamente o espírito de Francis Bacon do domínio do Homem sobre as coisas, sustentando que a Natureza deveria ser obrigada a servir-lo, e este deveria extrair dela os seus segredos. E não somente os segredos, poder-se-ia acrescentar, mas também suas fontes de energia. Assim é que a modernidade é a época dos combustíveis fósseis, do carvão e do petróleo e a arquitetura dos grandes centros urbanos, os arranha-céus de aço e vidro, grandes incorporadores e consumidores de energia, e que são vilões do pensamento sustentável.

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As graves crises ocorridas nos anos 1970 colocaram em questão essa representação arquitetônica do mito do desenvolvimento. No ambiente da arquitetura, os extremistas falaram da falência da arquitetura moderna, os mais moderados em uma grave crise da qual não se sairia a não ser tomando um rumo novo. Continuar lendo

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Arquitetura desconstrutivista I

Mark Wigley

Do livro Deconstructivist Architecture. Nova Iorque: The Museum of Modern Art, 1988.
Tradução e edição de Silvio Colin

Arquitetura sempre foi uma instituição cultural central que tem sido avaliada principalmente por promover a ordem e estabilidade. Estas qualidades são geralmente um produto da pureza geométrica da composição formal. Continuar lendo

Racionalismo e arquitetura

Silvio Colin

Publicado em 04/2006 em http://www.vivercidades.org.br em

O termo racionalismo tem sido usado na Arquitetura, não como um determinante de sua filiação filosófica, mas como critério de valor, isto é, uma arquitetura tem valor quando é ‘racional’ e, quando não o é, não tem valor. Esta atitude esconde uma impropriedade que se torna cada vez mais embaraçosa nos dias de hoje, quando vemos crescer no âmbito da grande Arquitetura muitas representações não racionalistas  e, não obstante, de grande valor.

Fig. 1 – Cidade de Três Milhões de Habitantes. 1922. Le Corbusier. O ponto alto do racionalismo arquitetônico moderno. Imagem: http://www.athenaeum.ch Continuar lendo