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Linguistica e arquitetura

 

Apesar de, nas faculdades, a arquitetura ser uma matéria plana, pragmática, e o ensino de projeto seja em sua maior parte voltado para uma dita reposição de mão de obra para o fatídico “mercado”, cada vez mais alheio aos seus grandes valores, a arquitetura admite uma grande diversidade de abordagens. Do plano formal ao plano social, do plano psicológico ao plano fenomenológico, são múltiplas, diversificadas e mesmo contraditórias as diversas abordagens críticas possíveis, sobretudo se desejamos ver a arquitetura como uma manifestação cultural e artística, e não meramente como um simples objeto construído segundo um pretexto funcional.

Igreja de Notre-Dame du Haut, Ronchamp. Le Corbusier, 1955

A preocupação com a forma como prioridade caracteriza o Discurso Estético.

A partir dos anos 1960, e sobretudo na década seguinte, desenvolveu-se em todas as manifestações culturais uma grande sensibilidade aos fenômenos linguísticos. De tão universal, ficou conhecido com “A virada linguística”. Partiu-se do reconhecimento da linguagem como agente estruturador do pensamento, na esteira do pensamento estruturalista. Foi uma época particularmente fértil para o pensamento arquitetônico, que lamentavelmente, vem-se perdendo e veem-se esmaecer suas ressonâncias, tendo como resultado o empobrecimento do ensino e do produto arquitetônico.

Desejamos retomar essa discussão sob um viés particular, que estabelece a pluralidade de discursos arquitetônicos suas aplicações e interesses.

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