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O pensamento fraco na arquitetura III

Vinheta - Copia

 

SUSTENTABILIDADE

Toda a discussão atual sobre a sustentabilidade, que envolve também a arquitetura, pode ser colocada relacionando a oposição entre o Pensamento Forte e Pensamento Fraco. O primeiro, reflexo do pensamento iluminista,  reproduz tardiamente o espírito de Francis Bacon do domínio do Homem sobre as coisas, sustentando que a Natureza deveria ser obrigada a servir-lo, e este deveria extrair dela os seus segredos. E não somente os segredos, poder-se-ia acrescentar, mas também suas fontes de energia. Assim é que a modernidade é a época dos combustíveis fósseis, do carvão e do petróleo e a arquitetura dos grandes centros urbanos, os arranha-céus de aço e vidro, grandes incorporadores e consumidores de energia, e que são vilões do pensamento sustentável.

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As graves crises ocorridas nos anos 1970 colocaram em questão essa representação arquitetônica do mito do desenvolvimento. No ambiente da arquitetura, os extremistas falaram da falência da arquitetura moderna, os mais moderados em uma grave crise da qual não se sairia a não ser tomando um rumo novo. Continuar lendo

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A noiva mecânica

Silvio Colin

Do livro Pós-modernismo. Repensando a arquitetura. Rio de Janeiro, Uapê, 2002.

Marshall Mc Luhan e seus livros seminais dos anos 1960.

Hoje quase um desconhecido fora dos meios especializados, mas seguramente o teórico mais lido no mundo ocidental na década de 1970, Marshall McLuhan referia-se ao automóvel como “a noiva mecânica”, atentando para o seu significado simbólico como objeto sexual e fonte de status. Na contramão da cultura da época, de grandes intervenções cirúrgicas nas cidades em benefício do carro particular, do apogeu da indústria automobilística americana e do melhor momento da produção de petróleo, o sociólogo canadense tempera com bom humor seu ataque contundente:

“Todos os hipopótamos, rinocerontes e elefantes do mundo reunidos numa cidade não dariam nem para começar a criar a ameaça e a intensidade explosiva da experiência horária e diária do engenho de combustão interna”[1]. Continuar lendo